Apresentação

Como quase todo mundo, vivemos, pensamos, agimos e reproduzimos o que somos. Pensando assim, decidimos dedicar parte de nossas vidas a construção de uma sociedade humana, justa e igualitária.
Dentro desta visão tenaz enfrentamos inúmeros adversários e, mesmo conscientes de nosso insuficiente tempo de dedicação, devido a dificuldades e contratempos impostos pelo capital, que nos levaram a interromper nossos desígnios, nos mantivemos em pé. E foi assim, motivados pelo que acreditamos, decidimos retomar o rumo da luta contra a naturalização da exploração do homem pelo homem.
Nesse sentido, estamos lançando Uni-vos, que tem como primordial objetivo fomentar debates, sedimentando uma rede de inteligência e aprendizado teórico segundo nossos estudos e experiências.
Pois acreditamos piamente que não devemos nos furtar do embate ideológico com o capital, apesar das dificuldades de ir contra a lógica do sistema capitalista que através dos grandes conglomerados midiáticos impõe um monopólio do conhecimento e da informação. Portanto Uni-vos é uma alternativa que se opõe aos interesses da burguesia e luta em prol dos trabalhadores, através da propagação da informação e conhecimento, visto que a ausência de uma consciência crítica por parte do proletariado irá tornar nossa tarefa impossível, já que esta formação é um imperativo indispensável para transformá-lo em sujeito ativo do processo histórico. Valendo ressaltar, que este espaço reflete a exposição de um conjunto de idéias oriundas de leituras coletivas, dentro de um planejamento de estudo focado nos desafios da humanidade pós-modernidade, apontando para abolição do proletariado do subjugo capitalista.
Neste contexto, ressaltamos que as reflexões aqui apresentadas não são estáticas, tão pouco absolutas, pois não pretendemos dogmatizar nossas formulações, ao contrário, dialetizá-las com as contribuições de nossos leitores. Portanto, não se acanhe, seus artigos, críticas, sugestões e correções serão muito bem vindos.
Que a certeza de um futuro incerto nos dê força, que o medo de perder o que não temos não nos sirva de refúgio, e tomara que o calendário não nos envelheça, pois, as dificuldades impostas pelo capital serão grandes, ainda assim não irão nos calar.