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   Abertura dos Arquivos da repressão - Uma visão classista -    por Antonio "Lúcio" - Coletivo Brasil Revolucionário (CBR), membro do Comando Político - Militar do PCBR na clandestinidade.

A Cesare Battisti: sua prisão é a prova de que o capitalismo internacional não dá tréguas aos que se levantam em armas pelo Socialismo.

Mensagem do Fórum Permanente de Ex Presos e Perseguidos Políticos de SP ao 3º Seminário Latino Americano de Anistia e Direitos Humanos “Manoel da Conceição” - SP - 24/11/2009

"Nós resistimos à Ditadura de 64. Nós resistimos à violência, à tortura e aos assassinatos. Nós resistimos à repressão e à perseguição política. Nós resistimos à censura e ao AI-5. E nós lutamos pela Anistia Ampla, Geral e Irrestrita, que mesmo não conquistada na sua totalidade, impôs ao regime uma realidade que transformou-se na Lei 6683/79 (Lei da Anistia). E este momento glorioso que foi a luta pela Anistia, deu início ao fim do regime que tanto mal fez ao nosso país e ao nosso povo."

"Nós, as Mães, temos um compromisso com nossos filhos, primeiro, e depois com nosso povo: defender a classe a que pertencemos, onde nascemos, porque as vezes se esquece que é tão necessário recordar, retomar e reforçar. O compromisso com nossos filhos é não abandoná-los e não traí-los, não negociar com ninguém, e muito menos com os partidos políticos.
Porque sim, um mundo melhor é possível! Porém só com a Revolução! Não haverá um mundo melhor se não houver Revolução!"

 
- Mensagem de Hebe de Bonafini, do Movimento Mães da Praça de Maio (Argentina) durante o Fórum Social Mundial, janeiro de 2003, no Rio Grande do Sul
Hebe Bonafini

Veja também: GOLPE DE 1964: UMA ALIANÇA REACIONÁRIA OU MUDAR PARA TUDO CONTINUAR DO MESMO JEITO  

A luta pela abertura dos arquivos da ditadura se inscreve num momento onde as massas oprimidas pelo capitalismo são constantemente criminalizadas através de uma legislação cujos autores seguem os ditames da propriedade privada, esta, sim, a grande responsável  pela maior "desigualdade social" de todas: A PERMANÊNCIA DO SISTEMA CAPITALISTA EM CONFLITO ETERNO COM AS CLASSES TRABALHADORAS  E O EXÉRCITO DE RESERVA DOS DESEMPREGADOS E CAMPONESES SEM TERRA.
    Nós, que sobrevivemos à ditadura, temos o compromisso com nossos/as camaradas tombados/as na luta pelo Socialismo. As sábias palavras pronunciadas por Hebe de Bonafini e que encimam este artigo dizem bem de que de nada adiantará luta por "Direitos Humanos" enquanto permanecermos sob jugo do capitalismo. Há uma proliferação de palavras de ordem, a nosso ver, destituídas de sentido tais como o mote "Um outro mundo é possível", do Forum Social Mundial - este piquenique de social-democratas nem um pouco interessados em mudanças radicais que rompam com o capitalismo. Seu presidente é o empresário "liberal" Oded Grajew, dono da fábrica de brinquedos Grow. Ele é secundado por uma série de "movimentos sociais" também financiados por grupos capitalistas, como a Fundação Ford, que cumprem uma função de freio às lutas: fazer com que os "movimentos sociais"  não passem de reivindicações cosméticas na face do capitalismo "humanizado". Nada de ruptura com o sistema capitalista. É a mesma linha que os Kennedy defendiam nos idos de 1950 - 60. Explorar os povos dos países dependentes via "democracias representativas", como a que temos agora.
    Assim, nossa luta pela abertura dos arquivos da ditadura significa a luta pela recuperação dos que lutaram contra o capitalismo em condições as mais adversas possíveis. Entretanto, como bem disse a Hebe de Bonafini, nossa luta foi, e ainda é, pela revolução socialista. Não tentem privar nosso legado do que de mais importante tínhamos (e alguns de nós, felizmente, ainda temos): A  IDEOLOGIA COMUNISTA.

Hebe Bonafini

        O que se passa na esfera do governo federal é reflexo do "grande acordão" que envolveu os militares, políticos de direita liberal como Ulysses Guimarães, Tancredo Neves, juristas reacionários como o atual ministro da Justiça Nelson Jobim (que ocupou o mesmo cargo no governo de Fernando Henrique) e que representa os setores mais à direita enquistados no governo Lula - e os próprios interesses de manutenção da "ordem e progresso" burguesa.

 
No ano de 2008, a Secretaria Nacional de Direitos Humanos reuniu - se com familiares de mortos e desaparecidos políticos por ocasião da convocação da 11ª Conferência Nacional de Direitos Humanos, onde foi incluído o item: "direito à memória e à verdade" e, daí, 
partiram para a criação da Comissão da Verdade e da Justiça. As reações contrárias não tardaram e veio de dentro do próprio Governo Lula: o ministro da Justiça Nelson Jobim ecoou as vozes dos milicos encastelados no Gabinete de Segurança Institucional (GSI), um verdadeiro serpentário verde - oliva e nos quartéis, onde permanecem os setores militares que "zelam" (?!) pela "paz institucional".

Na verdade, a paz dos cemitérios, onde os cadáveres dos mortos e desaparecidos políticos, nossos/as companheiros/as de luta permanecem ocultos em valas comuns. Alguns desses cemitérios já foram descobertos ao longo dos anos 90 - quando tivemos oportunidade de colaborar com os Grupos Tortura Nunca Mais nas pesquisas dos arquivos do Instituto de Medicina Legal (IML)/RJ e Instituto Carlos Éboli e estivemos no Cemitério de Ricardo de Albuquerque, no Rio de |Janeiro bem como no cemitério de Caruaru, Pernambuco. Este último, em julho de 1996 quando fomos (a pedido da família) investigar as circunstâncias das mortes do casal Mirian Lopes Verbena e Luiz Alberto Andrade de Sá e Benevides (nosso camarada do PCBR) no município de Cachoeirinha; o que redundaria na morte no DOI - CODI/PE de Ezequias Bezerra, outro companheiro nosso. O carro que Ezequias havia emprestado ao "Careca" Bebeto (como o chamávamos) capotou misteriosamente na estrada Cachoeirinha - São Caitano. Neste episódio, morreram o Bebeto e sua esposa e nossa companheira de luta, Mirian (a Chinesinha). Como proprietário do carro, Ezequias foi sequestrado pelos militares e depois assassinado no quartel do IV Exército. A responsável pelo escritório da CSM (Circunscrição de Serviço Militar) em Cachoeirinha, Srª Jaidenilze, - onde Bebeto e Mirian haviam estado pela última vez - recusou -se a nos fornecer quaisquer informações a respeito a não ser por ordens expressas dos seus superiores. São impasses como esses que precisam ser removidos e apuradas as responsabilidades com  O JULGAMENTO DOS CRIMINOSOS DE GUERRA DA DITADURA CIVIL - MILITAR, como está sendo feito na Argentina. Além de Bebeto, sou testemunha de acusação em vários outros casos de mortos/desaparecidos (inclusive, de outros organizações de combatentes). Isto porque estávamos à frente do Partido Comunista Brasileiro Revolucionário e mantínhamos contatos com a ALN. a Var - Palmares e a VPR. Em documentos que conseguimos ter acesso nos arquivos públicos estaduais do RJ e PE, bem como no Arquivo Nacional, onde coletamos "Pedidos de Busca" enviados pelo CENIMAR (Centro de Informações da Marinha), DOI - CODIs (Exército), CISA (Aeronáutica) aos DOPSEs, estaduais e da Polícia Federal (Departamentos de Ordem Política, Social e Econômica). Nestes pedidos, encontram - se correspondências internas onde os órgaõs de repressão estão "monitoram os passos de mais 11 ...à espera do encontro PCBR - ALN..." (sic). Não conseguiram nos pegar e aqui estamos NA MESMA LUTA DOS NOSSO CAMARADAS. E sem termos aberto mão de nossos princípios pelos quais dedicamos a maior parte de nossas vidas - até a morte.
    Lylia da Silva Guedes foi seqüestrada por um comando do CENIMAR em julho de 1974 para entregar o "Lúcio" (Antonio Soares de Lima Filho, do PCBR)- conforme consta do Pedido de Busca enviado aos DOPSEs estaduais. Este documento faz parte do meu dossiê e se acha nos arquivos públicos. Foi levada ao Arsenal da Marinha na Praça Mauá onde lhe ofereceram emprego, bolsa de estudos no exterior - não foi torturada, antes, a trataram com todas as mesuras a fim de cooptá - la e denunciasse onde ela se encontraria com seu ex - namorado. Sabiam que eu estava baseado no Rio e que estava mantendo e recontactando todo o PCBR bem como fazia a "ponte" com a ALN, a VAR-Palmares e a VPR. Este depoimento ela nos deu em junho de 1996 em Campinas/SP. Disse, ainda, que havia escrito uma carta ao pensador católico Alceu de Amoroso Lima (Tristão de Athayde) denunciando o que havia ocorrido nas dependências da Marinha. O caráter inabalável de Lylia fez com que ela não cedesse e, assim, sem exageros, O PCBR CONTINUASSE NO BRASIL E NÃO OCORRESSEM MAIS "QUEDAS" DA FRENTE DE  ESQUERDA REVOLUCIONÁRIA. A BEM DA VERDADE HISTÓRICA, O PARTIDO COMUNISTA BRASILEIRO REVOLUCIONÁRIO (PCBR) FOI A ÚNICA ORGANIZAÇÃO POLÍTICA ARMADA QUE SOBREVIVEU À DITADURA.

 
Atualmente, estamos escrevendo sobre este período - a pedidos e até mesmo por um dever histórico - e temos encontrado muitas pessoas que falam de exemplos de abnegação e traição em uma mesma família. O caso de pessoas que "entregaram tudo e até o que não pediam" (segundo os denunciados) e desmantelaram toda uma base do PCBR no Movimento Estudantil pernambucano. Contrariamente, um seu familiar, meu camarada de luta no PCBR, "foi traído/ mas não traiu jamais" (como diria o Mano Décio da Viola). Morreu e consigo levou o desgosto de ter tido sua companheira dedurada pelo familiar. Antes, ligou para um parente e exigiu que a família se decidisse entre o contato com ele ou com o
O governo Lula se debate em meio a uma intitulada "manutenção da governabilidade". Esta "governabilidade" implica em manter acordos feitos com criminosos como os agentes da repressão civís e militares

traidor. Estava ao lado dele quando do telefonema ao familiar.Segundo os relatos dão conta, falou "...não sei, mas, sei de alguém que sabe... "(?!). E, assim, levou à prisão de várias pessoas que, até hoje, não os perdoam. Estou recolhendo depoimentos dos ex - presos em Pernambuco dando conta da real e lamentável extensão dos prejuízos causados à nossa organização, o PCBR. Haja estômago. SERÁ JUSTO que se misturem num mesmo balaio traidores e traídos? Se alguém se der ao trabalho de ler na documentação de meu partido, "o BR", encontrará um artigo finamente redigido por "Vila" Mário Alves sobre como deve se comportar o revolucionário diante dos tribunais e dos órgãos de repressão. Entenderá PORQUE CONTINUAMOS NO BRASIL E NÃO DEIXAMOS O PCBR DESAPARECER. Poderíamos ter ido para o exterior, porém, FICAMOS PARA LUTAR (consigna cunhada à época). Foi uma decisão coletiva que tomamos em respeito aos nosso mortos e desaparecidos. Não tínhamos ilusões de sair vivos mas, "graças à vida" de pessoas como Lylia e outros/as, sobrevivemos e com uma régua e um compasso. 
    A edição do PNDH - 3, Programa Nacional de Direitos Humanos - 3,  está sendo debatida por todo o país e requer a mobilização de todos/as interessados/as em desvendar o pano que recobre o armário dos esqueletos insepultos e que clamam pela punição dos responsáveis por tais crimes bem como de seus cúmplices. TORTURA É CRIME HEDIONDO E CONDENADO PELA PRÓPRIA ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS. Aqui bem perto, nossos vizinhos, Chile, Uruguai e Argentina abriram os arquivos dos órgãos repressores. O governo Lula se debate em meio a uma intitulada "manutenção da governabilidade". Esta "governabilidade" implica em manter acordos feitos com criminosos como os agentes da repressão civís e militares. Mister se faz denunciar o caráter burguês do governo Lula. Caso se abram os arquivos, indagamos: Tudo bem? A luta pelo socialismo e pela qual dedicamos nossas vidas acabou? Muitos/as só querem a abertura dos arquivos e nenhum compromisso com o sentido de nossas lutas. Os monumentos erigidos aos mortos e desaparecidos não devem virar o túmulo das lutas comunistas. Então, a questão é "eleger bons representantes" comprometidos com os "direitos humanos" no parlamento burguês? Reduzir nossas bandeiras vermelhas a trapos social - democratas?
  As estatísticas dão conta de cerca de 500 mortos e desaparecidos políticos de 1964 - 85; não incluindo - se, aí, as mortes de camponeses que montam a 1.200 mortes (que continuam nas ocupações e são atacados pelos capangas dos proprietários de terra). São os subprodutos da ditadura civil - militar que permanece com leis, sempre, favoráveis ao capital. Aí reside o aspecto perverso do capitalismo.

A abertura dos dossiês classificados como "secreto" e "confidencial" e/ou "reservado" é uma reivindicação histórica de classe que merece ser incluída na agenda de qualquer governante que se diga comprometido com A VERDADE E COM A JUSTIÇA. Não podemos permitir que tais arquivos virem poeira da história. Vamos trazê - los à tona e à luz. Há muitos traidores que levaram nossos/as camaradas à morte e que se passaram para o outro lado e que não gostariam de ter a sua real história de colaboração com o inimigo revelada; como dizia o camarada Mário Alves. Encontrei vários/as desses/as em reuniões de "direitos humanos" e em debates/palestras pelo Brasil afora. Não se deve misturar o joio e o trigo. Há um divisor de águas, sim. Não fosse pelos que resistiram até a morte, NÃO ESTARÍAMOS AQUI PARA CONTAR A HISTÓRIA! Esperamos que, após esses relatos, compreendam (e se integrem) o motivo de nossa luta pela abertura dos arquivos.
     Gostaríamos que as pessoas que porventura venham a ler este artigo se comprometam em criar comitês pró - abertura dos arquivos, porém, SEM ABRIR MÃO DOS PRINCÍPIOS POLÍTICOS E IDEOLÓGICOS QUE NOS NORTEARAM NO PASSADO RECENTE E NO PRESENTE DE NOSSAS LUTAS ATUAIS. O exemplo maior vem da Argentina onde Hebe de Bonafini e suas "Mães da Plaza de Mayo" NÃO SEPARAM A DESCOBERTA DA VERDADE DA LUTA PELO SOCIALISMO. Nossos parentes bem o sabem que nosso compromisso primeiro foi e é pela REVOLUÇÃO SOCIALISTA. Durante o longo período que participamos das reuniões do Grupo Tortura Nunca Mais/RJ e das solenidades de entrega das Medalhas Chico Mendes de Resistência, constatamos que, infelizmente, falta um comprometimento das lideranças desses grupos com a FORMAÇÃO POLÍTICO - IDEOLÓGICA dos parentes; pelo menos, que se esclarecesse tais familiares com AS REAIS MOTIVAÇÕES DAS LUTAS  DOS SEUS FILHOS, PAIS E AVÓS. Fica tudo muito restrito e limitado. Não basta dizer que lutaram por "um mundo melhor para os nossos filhos" sem, entretanto, explicar que "mundo melhor" é esse. É como se estivéssemos num "permanente Fórum Social Mundial" onde um abstrato "outro mundo é possível." e sem analisar o caráter de classe contido nos embates por nós travados nos chamados "anos de chumbo." UM OUTRO MUNDO É POSSÍVEL, SIM, PORÉM, SOCIALISTA!
ATÉ A VITÓRIA, SEMPRE!
OUSAR LUTAR, OUSAR VENCER!

 
O autor do artigo pergunta:

Sra. Justine: Gostaria que eu encaminhasse sua msg à Sec. Especial de Direitos Humanos do governo federal a fim de que tais ameaças fossem apuradas?" No aguardo de sua resposta,
Saudações, Antonio "Lúcio" Soares

 

Justine de menezes graziottin :
Classifiquei e intitulo esta mensagem como "reclamação", por ser _ na verdade _ a palavra que melhor traduz minha intenção ao escrevê-la. Após ler o longo artigo sôbre o histórico de luta do PCBR até os dias atuais, aproveito esta oportunidade para aderir _ ainda que apenas moralmente _ ao verdadeiro e heróico movimento pela causa social, cujas verdades e razões só conheci pela força do caráter irretocável do pai de meu filho. Para não me delongar, quero resumir meu testemunho: Não existe isso de "direitos humanos" no Brasil. É mentira. Sou de família abastada e sobrinha-neta do festejado carlos prestes, elemento que sofreu _ é bem verdade _ mas, rendeu-se ao estilo burguês e suas facilidades. Na minha opinião, um traidor da luta social. Não merece seu nome escrito com maiúsculas, porque aprendi de meu marido _ Sr. Gladier, pai do meu filho _ que só homens e mulheres de palavra e caráter firme merecem letras maiúsculas em seus nomes. Vivo na Argentina, fugida do Brasil, apenas porque _ no Brasil, país onde nasci e cresci _ "a lei e a ordem" que imperam são aquelas ditadas segundo a vontade dos que podem pagar por ela. Cometi dois erros que me puseram nesta situação de refugiada: primeiro, acreditei na lei, na justiça; segundo, encarei a luta contra os poderosos da sociedade, os ricos e as autoridades. Ganhei a luta porque não me rendi. Fugi pela segunda vêz para a Argentina em 2007, estando já no nôno mês de gestação, exatamente uma semana antes de parir. Meu filho nasceu em solo argentino. Meu marido foi prêso sem NADA dever. Nunca foi criminoso. Seu êrro foi enfrentar _altivo _ a corrupção das autoridades que atuam como lacaios dos ricos. Seu crime foi não se unir aos corruptos e corruptores. Foi severamente torturado em 2003 pelo delegado de polícia civil do RJ orlando zaccone d'elia filho _ na época, delegado titular no Município de Seropédica, atual delegado titular de Nova Iguaçú, a 52ª DP _ que o prendeu arbitrariamente, apenas para toturá=lo como "manobra de convencimento" para afastar-se de mim, assim fazendo sob ordens do covarde que consta ser meu pai _ o canalha burguês vicente graziottin _ e orientação do narcotraficante paulo roberto pedrini cuzzuol, vulgo "cuzinhola", advogado do canalha anterior. Ao saber que retornei da Argentina e que estávamos vivendo juntos no Nordeste do Brasil, o covarde burguês de nome graziottin movimentou a tal "justiça" _ uma máquina de corrupção disponível aos que podem custear seus serviços, como já foi provado repetidas vêzes em diversos casos antigos e recentes que a imprensa noticiou _ e ompai do meu filho foi prêso, levado para o presídio de segurança máxima do Estado onde morávamos e trabalhávamos. Permaneceu lá por quase três mêses e foi trasnsferido o RJ. Ficou numa cela de _ mais ou menos _ quarenta e dois metros quadrados (7x6m), projetada para quatorze detentos, o que se conclui pela existência de quatorze lajes de cimento que serviam como leitos. Quando chegou lá, meu marido passou a se o octagésimo-sexto prêso naquela cela. Eram oitenta e seis detentos num espaço para quatorze. Estava prêso sob título de prisão preventiva, uma modalidade injustificável para o caso e inaplicável SE houvesse justiça. Mesmo assim, a lei que "regula" prisão preventiva estabelece prazo máximo de oitenta e um dias para esta modalidade. Meu marido permaneceu prêso por exatos trezentos e quarenta e oito dias. Não foi defendido pela defensoria pública, outra coisa que não existe, só atua quando a coisa gera repercussão na imprensa, a qual _ por sua vêz _ é serviçal dos podres poderes que tomaram o país e cujos representantes exigem serem chamados de "autoridades", "excelências", tratados com máximo respeito, como se merecessem algum. Ainda hoje _ 09/04/2010 _ meu filho não conhece o pai. Ainda hoje não posso voltar ao Brasil porque vivo sob ameaças. Ainda hoje meu marido está sob mandado de prisão ecomendado para que não possa viver como pessoa normal. Ainda hoje o Brasil é um ninho de corrupção e injustiça total.
 
 
 
 
 
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