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Sindicato ascensão e declínio de uma forma, que diz representar os trabalhadores!
No capitalismo a grande contradição existente é que uma minoria, um punhado de capitalistas, que nada produz, são proprietários das terras, das fábricas e dos meios de produção. A propriedade privada dos meios de produção possibilita à burguesia a exploração dos trabalhadores, uma maioria que nada possui, a não ser a sua força de trabalho e que é obrigado a alugá-la a um capitalista qualquer em troca de um salário. De um lado temos o patrão que visando aumentar cada vez mais sua riqueza tenta diminuir ao máximo o valor pago a cada trabalhador, aumentando ao máximo o seu lucro. Do outro temos o operário que tenta vender a sua força de trabalho pelo maior valor possível e com o seu salário tentará dar uma melhor condição de vida para si e para sua família, deixar de morar em um barraco, deixar de se vestir como mendigo, deixar de andar de chinelos, podendo comprar sapatos etc.
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Nesta luta entre o capital x trabalho, um trabalhador lutando de forma isolada se torna presa fácil nas mãos do patrão, que além de ser dono dos meios de produção,  também controla a força de trabalho que comprou. Ao ser contrariado pelo trabalhador, o patrão, além de humilhá-lo, poderá colocá-lo no olho da rua. Só a unidade entre os trabalhadores é que poderá evitar uma maior exploração por parte dos capitalistas.

Neste confronto varias formas de resistência, de lutas e de organização foram criadas pelos trabalhadores, dentre elas o Ludismo (quebra das maquinas) a greve (paralisação do trabalho) as trade Unions que deram origem aos sindicatos. As trade Unions eram proibidas por lei e perseguidas pela policia e visando proteger-se da violência da burguesia os trabalhadores se organizavam de forma clandestina. Com o crescimento do numero de Trade unions dirigindo mais greves, mais protestos, a burguesia não tendo com quem negociar, já que elas eram clandestinas, não teve alternativa a não ser aprovar em 1824 a primeira lei sobre o direito de organização sindical. Outro avanço neste período será a organização de federações que unificam varias categorias, chegando a ter cerca de 100 mil membros. Mesmo com a legalização dos sindicatos a força policial continuará a ser acionada deixando um rastro de sangue em toda trajetória do movimento sindical. A legalização também permitirá identificar as lideranças, o que pode facilitar o trabalho de cooptação e corrupção, processo muito usado até hoje pelo patronato. Além das lutas econômicas os trabalhadores participavam de ações políticas. Surge o movimento Cartista na Inglaterra que lutava por liberdade política e em outros países o proletariado também participara de ações políticas, sendo a Comuna de Paris um dos mais celebres. A luta do governo contra a Comuna durou uma semana, mais de 14 mil combatentes foram mortos na guerra ou foram sumariamente fuzilados, cinco mil operários foram deportados e outros cinco mil encarcerados. Varias foram as lutas visando a emancipação da classe trabalhadora: Na Rússia em 1905 e em 1917 na revolução, na Alemanha, em Turim etc.

Sindicalismo no Brasil após a era Vargas.

No Brasil todos os sindicatos estão legalizados, constituindo-se como parte integrante do Estado, cuidando em fragmentar os trabalhadores por datas base pré estabelecidas pela lei, por categorias, cada uma com seu sindicato, sua federação ou sua central sindical.
Atualmente, conforme registro do Ministério do Trabalho, existem no Brasil 38,6 milhões de trabalhadores com carteira assinada sendo que apenas 4,8 milhões (12,4%) são sindicalizados. Mesmo com um numero pequeno de trabalhadores filiados, tanto os sindicatos como as centrais sindicais engordam seus caixas com o dinheiro do imposto sindical. Hoje existem seis centrais sindicais legalizadas e irão receber nos próximos dias mais de 64 milhões de reais

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referentes ao imposto sindical. Esse valor é 21,95% maior do que as centrais embolsaram juntas no ano passado. A CUT central historicamente ligada ao Presidente LULA e ao PT receberá 21,25 milhões, a Força Sindical presidida pelo deputado federal Paulo Pereira (o Paulinho) receberá R$ 18,17 milhões, a central ligada ao ministro do Trabalho Carlos Lupi (PDTRJ), a UGT (União Geral dos Trabalhadores), receberá R$ 10,61 milhões, a Nova Central Sindical receberá R$ 7,45 milhões, a CTB (Central dos Trabalhadores do Brasil) dos ditos “comunistas” receberão R$ 3,7 milhões e a CGT (Central Geral dos Trabalhadores do Brasil) receberá R$2,84 milhões.

O numero de sindicatos que eram independentes também caiu de 4.170 em abril de 2008 para 3.575 em dezembro do mesmo ano. O dinheiro que as centrais receberam no ano passado foi gasto com a compra de sede, pagamento de dividas, viagens e também foi aplicado no mercado financeiro.

Tanto dinheiro e nenhuma luta!

Com a crise mundial vem o aumento do desemprego e conseqüentemente a diminuição da capacidade de barganha por parte dos trabalhadores. O medo do desemprego faz o trabalhador recuar, se tornando presa fácil para os patrões, que ansiosos por aumentar seus lucros estão propondo, para não demitir, a redução de salário, redução dos benefícios etc. É justamente em momentos de crise que a classe trabalhadora mais precisa lutar para defender o valor da sua força de trabalho. É justamente agora que eles mais precisavam das entidades que dizem representá-los. Como estas estão comprometidas com o governo, fica difícil para a classe se
defender do ataque da burguesia. No governo LULA, um EX-sindicalista, não para de crescer o numero de sindicalistas ocupando cargos comissionados no Estado. É comum encontrarmos dentro do Estado deputados, senadores, vereadores, prefeitos ou governadores que são ou já foram sindicalistas. Hoje os sindicatos se transformaram em trampolins para o parlamento ou cargos executivos. Na atualidade os ditos comunistas, socialistas, etc estão dentro do Estado, ajudando a burguesia a sair de mais uma crise (PT, PC do B, PSB, P. SOL, PSTU etc).

Hoje os sindicatos se transformaram em trampolins para o parlamento ou cargos executivos.

A atuação desses partidos dá-se exclusivamente por dentro do Estado burguês, quer seja através do parlamento, do poder executivo ou dos sindicatos. Na Comuna de Paris, na revolução Russa, na guerra civil Espanhola etc., os trabalhadores lutaram pela sua emancipação visando a destruição do Estado Burguês e a construção do Estado dos trabalhadores, o Estado socialista.

Oposição Operária

Aroeira - Boletim 02 - junho/2009.
JONAS AVELINO - RJ
O texto do Aroeira não acresenta muita coisa ,pois faz apenas um relato da situação da luta do trabalhador atual.De 1990 até a presente data as lutas dos trabalhadores reucuaram de forma impressionante e pelo que tenho presenciado ate o momento não temos uma alternativa mais contudente.