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Uma Voz, Muitas Canções, Uma vida e muitas lutas.

 

Com uma voz marcante, de timbre agudo, Mercedes Sosa, conhecida como "Lá Negra" por sua origem ameríndia, entova em suas canções o grito de liberdade que ecoa em toda América Latina que vive sob o julgo imperialista estadunidense.

Com sua música defendia a integração latino-americana, igualdade social e a beleza de nossa cultura. O seu indiscutível talento foi uma arma poderosa para a identidade de um povo, entoando canções com uma voz firme e veemente e mostrada como resistência. Mercedes Sosa, uma rara flor dos jardins latino-americano.

O seu falecimento, em 04 de Outubro de 2009, é uma perda imensurável para todos aqueles que pregoam a vida. o seu talento corajoso e a sua voz tonitruante, que catalisou os ventos de mudanças, manteve de pé a bandeira da utopia.

Com uma postura marcante e firme diante dos golpes ditatoriais que varreu toda América latina, nas décadas de 60-70 e 80, presa e exilada pela ditadura no seu país de origem, Argentina, sua música enganjada embalava os sonhos de muitos jovens que empunharam a bandeira de um mundo justo e igualitário à todos.

Portanto, Uni-vos publica esta parca e singela saudação à companheira Mercedes Sosa.

 

Machado - PR

 

Um pouco da arte de mercedes Sosa:

 

Gracias A La Vida

Gracias a la vida que me ha dado tanto
(Graças à vida que me deu tanto)
Me dio dos luceros que cuando los abro
(Me deu dois luzeiros que quando os abro)
Perfecto distingo lo negro del blanco
(Perfeito distinguo o preto do branco)
Y em el alto cielo su fondo estrellado
(E no alto céu seu fundo estralado)
Y em lãs multitudes el hombre que yo amo
(E nas multidões o homem que eu amo)

Gracias a la vida que me há dado tanto
(Graças à vida que me deu tanto)
Me ha dado elo ido que em todo su ancho
(Me deu ouvido que em todo seu comprimento)
Graba nche y dia grillos y canários
(Grava noite e dia grillos e canários)
Martirios, turbinas, ladridos, chubascos
(Martírios, turbinas, latidos, aguaceiro)
Y la voz tan tierna de mi bien amado
(E a voz tão terna de meu bem amado)

Gracias a la vida que me há dado tanto
(Graças à vida que me deu tanto)
Me ha dado el sonido y el abecedário
(Me deu o som e o abecedário)
Com él, lãs palabras que píenso y declaro
(Como ele, as palavras que penso e declaro)
Madre, amigo, hermano
(Mãe, amigo, irmão)
Y luz alumbrando la ruta del alma que estoy amando
(E luz iluminando a rota da alma do que estou amando)

Gracias a la vida que me há dado tanto
(Graças à vida que me deu tanto)
Me ha dado la marcha de mis pies cansados
(Me deu a marcha de meus pés cansados)
Com ellos anduve ciudades y charcos
(Com eles andei cidades e charcos)
Playas y desiertos, montañas y llano
( Praias e desertos, montanhas e planícies)
Y la casa tuya, tu calle y tu pátio
(E a casa sua, sua rua e seu pátio)

Gracias a la vida que me há dado tanto
(Graças à vida que me deu tanto)
Me dio el corazón que agita su marco
(Me deu o coração que agita seu marco)
Cuando miro el bueno tan lejos del maio
(Quando olho o bom tão longe do mal)
Cuando miro el fondo de tus ojos claros
(Quando olho do fundo de seus olhos claros)

Gracias a la vida que me há dado tanto
(Graças à vida que me deu tanto)
Me ha dado la risa y me ha dado el llanto
(Me deu o riso e me deu o pranto)
Asi yo distingo dicha de quebranto
(Assim eu distinguo fortuna de quebranto)
Lod dos materiales que formam mi canto
(Os dois matérias que formam o meu canto)
Y el canto de ustedes que es el mismo canto
(E o canto de vocês que é o mesmo canto)
Y el canto de todos que es mi propío canto
(E o canto de todos que é meu próprio canto)

Gracias a la vida que me há dado tanto
(Graças à vida que me deu tanto)

 

Volver A los 17

Volver a los diecisiete despuês de vivir um siglo
(Voltar aos 17 depois de viver um século)
Es como descifrar signos sin ser sábio competente,
(É como decifrar sinais sem ser sábio competente)
Volver a ser de repente tan frágil como um segundo
(Voltar a serde repente tão frágil como um segundo)
Volver a sentir profundo como um nino frente a dios
(Voltar a se sentir importante como uma criança ante Deus)
Eso es lo que siento yo em este isntante fecundo.
(Isso é o que sinto eu neste instante fecundo)

Refrão:
Se va enredando, enredando
(Vai se envolvendo, envolvendo)
Como em el muro la hiedra
(Como no muro a hera)
Y va brotando, brotando
(e vai brotanto, brotando)
Como el musguito em la piedra
(Como musgo na pedra)
Como el musgo em la piedra, as si, si, si
(Como o musgo na pedra, aí sim sim, sim)

Mi paso retrocedido cuando el de usted es avance
(Meu passo retrocendo quando o teu avança)
El arca de lãs alianzas há penetrado em mi nido
(A arca das alianças penetrou em meu ninho)
Con todo su colorido se há paseado por mis venas
(Com todo seu colorido tem passeado por minhas veias)
Y hasta la dura cadena com que nos ata el destino
(E até a dura cedeia com que nos prende o destino)
Es como um diamante fino que alumbra mi alma serena
(Como um diamante fino que ilumina minha alma serena)

Refrão

Lo que puede el sintimento no lo ha podido el saber
(O que pode o sentimento o saber não tem conseguido)
Ni el más claro proceder, ni el más ancho pensamiento
(Nem o mais claro proceder, nem o maior pensamento)
Todo lo cambia al momento cual mago condescendiente
(Tudo o muda no momento qual mago condescendente)
Nos aleja dulcemente de rencores y violencias
(Nos afasta docemente de rancores e violências)

Refrão

El amor es tobellino de pureza original
(O amor é um turbilhão de pureza original)
Hasta el feroz animal susurra su dulce trino
(Até o mais feroz animal sussurra seu doce som)
Detiene a los pergrinos, libera a los prisioneros,
(Detém os peregrinos, liberta os prisioneiros)
El amor com sus esmeros al viejo lo vuelve niño
(O amor com seus esforços ao velho o volta criança)
Y al malo solo el cariño la vuelve puro y sincero.
(E ao mau só o carinmho o torna purto e sincero)

Refrão

De par em par la ventana se abro como por encanto
(De par em par a janela de abriu como por encanto)
Entro el amor com su manto como uma tíbia mañana
(Entrou o amor com seu manto como uma fraca manhã)
Al son de su bella diana hizo brotar el jazmin
(Ao som de seu belo toque fez brotar o jasmin)
Volando cual serafin al cielo le puso aretes
(Voando que nem serafim ao céu lhe pôs brincos)
Mis años em diecísiente los convirtió el querubin.
(Meus anos em 17 os converteu em querubim).

 

Mercedes Sosa canta Hasta á siempre: Tributo a Che Guevara (Clique para ouvir)
 
 
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Internacional 

Letra: Eugene Pottier

Clique aqui para Ouvir

De pé ó vítimas da fome
De pé famélicos da terra
Da idéia a chama já consome
A crosta bruta que a soterra
Cortai o mal bem pelo fundo
De pé, de pé, não mais senhores
Se nada somos em tal mundo
Sejamos tudo ó produtores.
 
Refrão:
Bem unidos façamos
Nesta luta final
Uma terra sem amos
A Internacional
 
Senhores patrões chefes supremos
Nada esperamos de nenhum
Sejamos nós que conquistemos
A terra mãe livre comum
Para não ter protestos vãos
Para sair deste antro estreito
Façamos com nossas mãos
Tudo o que a nós nos diz respeito.
 
Refrão
 
O crime do rico a lei o cobre
O Estado esmaga o oprimido
Não há direito para o pobre
Ao rico tudo é permitido.
À opressão não mais sujeitos
Somos iguais todos os seres
Não mais deveres sem direitos
Não mais direitos sem deveres
 
Refrão
 
Abomináveis na grandeza
Os reis da mina e da fornalha
Edificaram a riqueza
Sobre o suor de quem trabalha.
Todo o produto de quem sua
A corja rica o recolheu
Querendo que ele o restitua
O povo quer só o que é seu.
 
Refrão
 
Nós fomos de fumo embriagados
Paz entre nós guerra aos senhores
Façamos greve de soldados
Somos irmãos trabalhadores.
Se a raça vil cheia de galas
Nos quer à força canibais
Logo verá que nossas balas
São para os nossos generais
 
Refrão
 
Pois somos do povo os ativos
Trabalhador forte e fecundo
Pertence a terra aos produtivos
Ó parasita deixa o mundo.
Ó parasita que te nutres
Do nosso sangue a gotejar
Se nos faltarem os abutres
Não deixa o sol de fulgurar
 
Refrão

 
 
 
 
 
 
 

 

 

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