Destaques:
logoatualidades
 
logoamaricalatina
 
logopolitica
 
cliqueaqui
 
 

 

A quem interessa esse tão propagado legado? (Parte I)

A entusiástica comemoração por parte da delegação brasileira logo após o anúncio de que o Brasil sediará a Copa do Mundo de 2014 e Olimpíadas de 2016, trás consigo aspectos preponderantes a serem interpretados cuidadosamente por nós, proletários. Portanto, os braços apertados, os pulo de alegrias, os sorrisos de boca à boca e os gritos eufóricos não podem ser desprezados, nem tão pouco vistos de modo idílico, cabendo  a nós, bons leitores e pesquisadores críticos que somos, avaliar e mostrar os grandes interesses que se escondem por detrás de tanto entusiasmo.

rio 2016

A mídia burguesa, em grande parte, sem nenhum senso crítico tem realizado seu papel de profetizar e alardear grandes mudanças estruturais que ocorrerão nas grandes cidades e regiões que sediarão os eventos, promovendo assim, uma ótica ilusória no seio da sociedade, que vislumbra tais melhoras que de fato nunca virão.
         Com a pulverização do Estado de bem-estar social em benefício da acumulação de capital por parte dos grandes aglomerados financeiros e industriais, milhões de vidas têm sido ceifadas ao longo das três últimas décadas, o que acaba proporcionando a decomposição do tecido social, já tão demarcada pela fome e a miséria crônica. Portanto como

podemos observar a euforia acaba se nos perguntarmos: A que legado eles tanto se referem? Por que tanta comemoração? A quem interessa tais mudanças? Quem são os principais beneficiados? Será que os interessados são os mesmos do Pan-americano de 2007? De onde virá os recursos para tais obras?

Enfim, tais reflexões são de suma importância para compreender esse tema. E, se recorremos como referência a eventos do mesmo porte realizados no mundo e mais precisamente aos jogos pan-americanos realizados em 2007, poderemos compreender melhor o significado do vocábulo tão vociferado por muitos nos dias atuais. Nesse sentido, parece que um velho receituário será reeditado, o mesmo apresentado nos jogos de Atlanta de 96 e Atenas 2004, este último que precisamente, contribuiu e muito para o colapso da economia grega, afundando o país em dívidas internas e externas. O tão badalado legado citado por muitos deixou depois do termino dos jogos de 2004 inúmeras instalações que se transformaram em opulentos “elefantes brancos”, com um alto custo para os trabalhadores gregos.
         Por aqui, nos jogos pan-americanos de 2007, a situação não foi diferente, deixando marcas como o estádio do Engenhão, o parque aquático Maria Lenk, o velódromo de Jacarepaguá, a vila olímpica na Barra, entre outras instalações temporárias, construídos com onerosos custos e por muitos já esquecidos. Algumas práticas e métodos forma utilizados com bastante ênfase, como: licitações fraudulentas, superfaturamento nos custos finais das instalações do evento, desvio de verbas públicas e maquiamento nos estádio do Maracanã e Maracananzinho, onde vale ressaltar está constantemente em obras. Ingredientes estes que contribuíram com a não aprovação das contas pelo tribunal de contas do município.
         No entanto, esta saga vem se repetindo especialmente nos países periféricos, submissos aos interesses dos aglomerados financeiros e industriais que compõe este processo, e, aqui neste espaço não refutarei em afirmar que setores como redes de hotelarias, agências de turismo, construção civil, comércio ( me refiro especialmente aos shopping centers) e transportes aéreos, sem citar os inúmeros mercados macabros ( redes de prostituição, tráfico humano) que tem como hábito produzir a eliminação de bilhões de descartáveis que habitam o nosso planeta, aproximadamente, 4/5 da humanidade (Leia texto – Saiba o que é o capitalismo, de Atílio Bóron). Seres humanos que não contribuem para o consumo, portanto não geram acumulação de riqueza para o capital. Outro mercado bastante beneficiado e com lucro imediato é a rede de turismo sexual, incluindo crianças e adolescentes com a complacência de setores como agências de viagem e o Estado que não fiscaliza e tão pouco puni tais infratores.          Contudo o setor que já está lucrando com grande rentabilidade, quatro anos antes do evento, é o setor armamentista, incluindo aí as empresas de segurança privada com o conluio velado do aparato repressivo do Estado, vide acordos firmados pela tríade: governo Lula, Eduardo Paes e Sergio Cabral, que em recente visita ao Estado terrorista de Israel (leia-se Mossad) fecharam acordos para compra de armamento leves e pesados, treinamento para as forças especiais com ênfase em técnicas de eliminação e execução sumárias, tecnologia de vigilância de última geração, entre outros acordos. Enfim, dos resultados todos nós estamos cientes, pois quantas vidas de crianças e jovens foram diluídas em proveito de tais eventos ( Copa do Mundo e Olimíadas). O Estado sionista de Israel é o principal exportador de tecnologia da morte, espalhando terror e escala mundial. Sua capacidade de aterrorizar a humanidade é única e suprema. E, eventos de grande porte é uma excelente oportunidade de venda, a qual a principal mercadoria exportada é a morte. O seu laboratório tem nos proporcionado cenas inimagináveis, massacres contínuos e constantes de crianças, jovens, mulheres e idosos. A Faixa de Gaza de fato é um exemplo irrefutável para compreendermos o fascismo “pós-moderno” do século XXI, ainda que a mídia ocidental de cunho judaico-cristã omita tais evidências. Portanto, vamos analisar com mais precisão o que o Legado desde eventos pode contribuir para entendermos o que realmente estamos comemorando.

Com das remoções, despejos e maus tratos para com os trabalhadores, ocorreram inúmeras manifestações e paralisações dos operários da construção civil..

O legado construído na África do Sul
         Com um custo estimado oficialmente em 8 bilhões de reais, bancados integralmente pelo Estado sul-africano, a copa de 2010 deixou profundas seqüelas ao proletariado africano, já que antes do início do evento ficou nítido que as promessas de melhoria de vida para os trabalhadores não passaram de uma cortina de fumaça. Sem esse argumento, era impossível convencer um contingente imensurável de trabalhadores repletos de carências a apoiar tal empreitada.
         Os despejos de multiplicaram nos anos que antecederam a copa, seja pela especulação imobiliária e em parte pelo turismo, já que as regiões onde haveria os jogos, como é o caso da cidade do Cabo, não queria a presença dos “miseráveis” exposta aos olhos dos turistas (Qualquer semelhança com o atual prefeito do Rio é mera

“coincidência”). Os deslocamentos aumentaram, acarretando a remoção de mais de 10 mil famílias que viviam em condições precárias e subumanas, sendo que a solução foi construir cidades de latas e zinco ( passaram a viver em conteiners) para abrigar os removidos, a 35 km de distância do centro de Johanesburgo, e, no espaço de remoção foi construído o maior Estádio do Evento: o Soccer City. Enquanto isso os moradores acabaram sofrendo com inúmeras doenças infecto-contagiosas, especialmente as crianças, pois o espaço a que foram relegados encontrava-se em condições insalubres. Belo legado, não?!

Com das remoções, despejos e maus tratos para com os trabalhadores, ocorreram inúmeras manifestações e paralisações dos operários da construção civil. Sendo os principais responsáveis pela construção de toda infra-estrutura do evento. Proletários sul-africanos cruzaram os braços inúmeras vezes ao longo das obras, iniciadas quatro anos antes para atender o evento. Sendo suas principais reivindicações a melhoria dos baixos salários, a precarização do serviço, as condições insalubres e precárias e os inúmeros atrasos no pagamento. Em Durban, centenas de trabalhadores que se alistaram para trabalhar como prestadores de serviços, no dia 13/06, no jogo Alemanha X Austrália foram reprimidos pela polícia violentamente, ressalto polícia esta treinada pelo aparato repressivo de Israel (Mossad), além de dezenas de presos. Fruto do não pagamento dos US$ 50 ( cinqüenta dólares) da diária, uma jornada terrível de mais de 12 horas de trabalho. Portanto para nós está evidente que a Copa do mundo não foi feita para o proletário africano.
         No internacional BroadCasting Center (IBC), centro midiático, onde todas as emissoras estavam sediadas, localizada na capital, todos os prestadores de serviços abandonaram os seus postos em 16/06 por pagarem somente a metade dos US$ 50 (cinqüenta dólares) combinado. Sem contar a greve dos transportes rodoviários, trabalhadores da área de energia elétrica, entre tantas outras.
         Portanto como podemos observar o tal legado vociferado por muitos serviu e muito para o enriquecimento de poucos, especialmente da turma da FIFA e dos mega-investidores do evento, leia-se as multinacionais que expuseram as suas marcas durante o mês em que a copa foi realizada.

Nada de novo, pós-apartheid

         Em um país que ainda se encontra longe de dirimir as diferenças do passado, marcada por regime fascista herdado ao longo de um período nefasto, onde o Império inglês deixou por lá profundas marcas, a qual as cicatrizes estão expostas até hoje. Muitos sul-africanos não escondem a decepção com o processo pós-apartheid, especialmente a desilusão com o congresso nacional africano, partido que representava os negros nas negociações pelo fim do regime racista e que repetiu um processo de encantamento e encastelamento no poder que conhecemos muito bem por

protesto

Protesto dos trabalhadoes africados

aqui. Portanto, ainda que, setores reformistas procurem humanizar o capital, o fato é que a sua essência é exploratória e escravista. O CNA (Conselho Nacional Africano) ao não cumprir as suas promessas, constituiu um apartheid entre burgueses e proletários, a base do modelo produtivo capitalista. E agora, o legado da copa de mundo, deixa mais uma marca hostil na história dos trabalhadores sul-africanos.

“Olha que ainda tem gente que fala na tal inclusão social!! De que inclusão este pessoal está falando?!!!”

Por aqui a farra já começou!...

         Diante de todas as mazelas e ataques que são deferidos aos trabalhadores por conta de tais eventos, o propagado legado deixou rastro de inúmeras falcatruas, licitações fraudulentas e desvios de verbas públicas, a qual foi amplamente divulgada. No entanto, três anos se passaram após o maior evento esportivo realizado no Brasil, os jogos pan-americanos de 2007, realizado no Rio de Janeiro, onde, apenas o Engenhão (Estádio João Havelange - homenagem ao homem de ferro da FIFA que integrou o futebol-negócio em nossas veias), foi arrendado pelo Botafogo futebol Regatas. As demais obras encontram-se abandonadas, e não serão utilizadas para os jogos olímpicos de 2016, pois a farra tem que continuar, em especial das empreiteiras e das renomadas empresas da construção civil, eternas parceiras do Estado (independente da administração em vigor). Para Carlos Arthur Nuzman, presidente do Comitê Olímpico (COB), novos investimentos serão necessários: “Em 2001 fizemos um planejamento para o Pan de 2007, agora faremos outro planejamento para a Olimpíada de 2016”. É ai que mora o perigo!
         No Dossiê da candidatura que detalha o projeto olímpico de 2016, a entidade brasileira citou a copa de 2014, ou seja, as duas comissões caminham juntas, já visualizando as imensas perspectivas de fazer negócios bilionários com a presença destes dois eventos por aqui. E, para defenderem a candidatura brasileira recorreram a exemplos de candidaturas anteriores que sediaram os dois eventos, num prazo de dois anos de diferença, tais como: México (1968 e 1970), Alemanha (192 e 1974) e Estados Unidos (1994 e 1996).
         Contudo, como podemos observar os custos serão altos, pois o patrimônio esportivo do pan-americano herdado pela cidade, avaliado em mais de 1 bilhão de reais, não será servirá para os próximos eventos. Ora vejamos onde os recursos foram aplicados e de onde eram provenientes:
Custos para organizar o Pan-americano de 2007

Prefeitura do estado do Rio de janeiro

R$ 588,7 milhões (54,6%)

Governo Federal

R$ 328,3 milhões (30,5%)

Governo do Estado do RJ

R$ 126,0 milhões (11,7%)

Iniciativa Privada

R$   35,0 milhões (3,2%)

Custo de Cada instalação:

Complexo Esportivo de Deodoro

R$ 119,8 milhões (União)

Parque Aquático Maria Lenk

R$   84,9 milhões (União/Prefeitura)

Arena MultiUso

R$ 125,9 milhões (Prefeitura)

Velódromo

R$   14,2 milhões (União/Prefeitura)

Engenhão

R$ 408,6 milhões (União/Prefeitura)

Complexo do Maracanã (Reforma)

R$ 245,0 milhões (União/Estado)

Estádio do Remo

R$   13,2 milhões (Estado)*

Arena de Copacabana

R$   14,2 milhões (União)*

Morro do Outeiro

R$    1,9 milhões (Prefeitura)*

Clube Marapendi

R$    5,1 milhões (Prefeitura)*

Miécimo da Silva

R$    2,4 milhões (Prefeitura)*

Cidade do Rock

R$    4,7 milhões (Prefeitura)*

Parque do Flamengo

R$    2,8 milhões (Prefeitura)*

Rio Centro

R$    35 milhões (GL Eventos em PPP /Prefeitura)*

*Instalações em caráter provisório.

Estudos apontam que a manutenção anual de uma praça esportiva custa em torno de 15% do valor da construção, e, já que o Estado não tem uma política de incentivo ao esporte, a qual possa estimular as crianças e jovens a ter uma vida mais saudável, a saída é repassar esse patrimônio público para as mãos da iniciativa privada, para que esta possa exercer o seu único objetivo: explorar e acumular capital. A esta prática de desvio de verbas e do bem público denominamos de PRIVATIZAÇÃO, que tem sido uma prática bem peculiar do modelo neoliberal. Enquanto isso acelera-se o desmonte e o sucateamento do Estado de bem-estar social, em contrapartida, para os grandes capitalistas as benesses do Estado burguês continua correndo solto e em ritmo acelerado.
         O discurso proferido pelos representantes do Estado já está pronto e vem sendo repetido, exaustivamente, de modo entusiástico por parte da mídia burguesa. A ilusão está no ar e sendo vendida sob a ótica de melhorias estruturais, ainda que em nada tenha sido feito no pan de 2007, tanto com relação aos transportes, assim como as políticas habitacionais, tão citadas antes do evento, além do crescimento econômico. Este sim, a menina dos olhos da União, na administração Lula.

As Empreiteiras e o Setor da Construção Civil serão os primeiros a sorrir

Com o custo de 12 milhões de reais, foi construído o estádio da cidadania em Volta Redonda, valor este comparado com o Engenhão, e irrisório, que teve um custo final acima de 400 milhões, ou seja 2% do total gasto com a principal obra do Pan. Isto sim é um legado a ser amplamente lembrando e relembrado, tão logo caia no esquecimento.

obras

Os próximos anos, promete, pois a farra com o dinheiro público já começou, ainda que vagarosamente. Pois tanto a FIFA como o COI vem cobrando providências e agilidade nas obras por parte do Estado. Um belo pretexto utilizado para desviar um volume maior de capital, já que as empreiteiras contratadas não passam por licitações e são escolhidas com caráter de urgência. O fato é que, Estádios como o Maracanã, já fechados para obras, terá um custo orçado inicialmente em R$ 720 milhões, sendo importante ressaltar que no período de 1999 e 2007, o Maracanã recebeu cerca de R$ 450 milhões em investimentos para reformas estruturais e adequações para o PAN de 2007.

Outros Estádios que serão palco do evento encontram-se já com problemas, como o caso da Arena Nacional de Brasília, que tem um custo previsto de R$ 702 milhões, pois foi identificada uma série de irregularidades pelo tribunal de contas do Distrito Federal, a qual as obras estão paralisadas. Em Curitiba, a sede está em perigo, pois as exigências da FIFA para o Estádio Arena da Baixada, propriedade do clube Atlético paranaense, ou seja, estádio privado ficou orçado em R$ 200 milhões, entretanto o clube não está predisposto a arcar com este custo. No entanto, o secretário especial para assuntos da copa 2014, Algaci Túlio, não admite que a arena possa ficar fora da copa e colocou como alternativa um acordo com estatais, a fim de viabilizar o financiamento. Neste sentido os contratos com a Copel ( Companhia paranaense de energia) investiria R$ 40 milhões e a outra parte financiada pelo BNDES; algo em torno de R$ 130 milhões, inicialmente. Podemos observar que recursos públicos irão financiar obras em um estádio de propriedade privada.
         Em Recife, nenhum dos estádios já existentes enquadra-se no caderno de encargos da FIFA. O novo estádio terá 46 mil assentos, e a licitação da obra já foi realizado, sendo o consórcio vencedor liderado pela construtora Norberto Odebrecht, com um custo de R$ 3 bilhões e 464 milhões de investimentos numa parceria público-privada (PPP). Porém, o caso mais emblemático é o de São Paulo, onde o Morumbi ( Cícero Pompeu de Toledo), de propriedade do São Paulo futebol clube, estava descredenciado para o mundial de 2010. A primeira opção seria a construção do Piritubão, que requer investimentos na ordem de R$ 5 bilhões.
         Enfim, como podemos observar, os custos são bilionários, para as construtoras das arenas que irão sediar os eventos. Todavia os custos não param por aí...

E a Farra continua II...

Nos Aeroportos:
 Rio de Janeiro terá um custo de R$ 320 milhões entre a revitalização dos terminais um e dois;
Brasília terá um custo de R$ 780 milhões;
São Paulo R$ 232,5 milhões, incluindo melhorias na pista de Guarulhos, depois virá Campinas com um investimento de R$ 576 milhões.
         Segundo a Infraero, os custos em São Paulo ultrapassará aos R$ 1,55 bilhões de investimentos destinados aos aeroportos.

Enfim, o país irá se transformar num canteiro de obras, e poucos irão se beneficiar disso.

No entanto as obras de infra-estrutura não param: rede de hotelaria, rodoviárias, conjunto habitacionais e transportes. Enfim, o país irá se transformar num canteiro de obras, e poucos irão se beneficiar disso.

E o Rio de Janeiro, hein?!!

         Enquanto cidade turística e um dos principais pólos econômicos e industriais do país, era de se esperar por parte do grande capital, incisivas investidas contra a vida dos trabalhadores, ora seja através do choque de ordem, ou das UPP’s, ora seja através do combate brutal aos camelos, despejos e remoções, principalmente na região do centro, de pessoas que vivem em condição de miserabilidade e apenas lutam pela sua sobrevivência e um teto para morar.
         Eduardo Paes assim como Sérgio Cabral Filho resgata a política de Pereira Passos, promovendo remoções para regiões distantes de um imenso contingente de miseráveis, pois tais cenas prejudicariam a imagem da cidade perante aos turistas, que são potenciais consumidores.
         Além da Copa, o Rio irá sediar as Olimpíadas, portanto, o sofrimento do proletário que reside no Rio de Janeiro irá perdura mais, com previsão de inúmeras e profundas mudanças estruturais na cidade. Ocasionando sérios transtornos para quem trabalha e todo dia depende de transportes, metrôs e trens para chegar ao trabalho, transtornos para quem depende dos hospitais públicos que terão seus recursos desviados para fazer a cidade brilhar, transtornos para quem depende de uma educação pública, que assim como a saúde pouco importa para os governantes, pois quem usa esses espaços são os trabalhadores.
         Portanto, começamos a entender o que significa este legado, não?!! Mas vamos continuar a nossa análise....

Assinam este texto:
Toninho que não é o Malvadeza-BA e Rosana que não é a Sarney-MA

 
 
Comentários:
Gilda lima - RJ
Para a felicidade dos grandes aglomerados financeiros e industriais,sediaremos num espaço de 2 anos a Copa do mundo e as Olimpadas, mais uma vez a massa proletaria esta sendo conduzida a pensar que tudo ser maravilhoso e que todos ganharemos. Contudo o que vem acontecendo contradiz esse pensamento,a limpeza etnica que vem sendo feita nos grande centros do capitalismo, os gastos públicos para a produção dos mega eventos e o que realmente nos sobrar ser a conta.
 
 

 

 
Publicações Anteriores
brasil05
Brasil04
Brasil03
Brasil 3
brasil1
 

 

Clique e confira CLIQUE E CONFIRA CLIQUE E CONFIRA CLIQUE E CONFIRA CLIQUE E CONFIRA